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Quando a infância perde a proteção

  • há 48 minutos
  • 2 min de leitura


Entendendo a vulnerabilidade de crianças e adolescentes no Brasil.


A situação das crianças e adolescentes brasileiros se dá, primariamente, no quesito da vulnerabilidade social e, em segundo plano e em menor número, pela orfandade em si: a perda “literal” de pai, mãe ou responsáveis.

Assim, nosso ponto mais sensível, no contexto brasileiro, é o abandono, pelos mais diversos motivos e, consequentemente, por aquilo que ele gera no coração da criança: dor, rejeição, insegurança e desespero. São casos em que pais se encontram presos, envolvidos com drogas, expostos a extrema miséria, desaparecidos por alguma razão, vitimados por acidentes, dentre outros casos sociais difíceis e dolorosos.

As rupturas familiares acontecem principalmente por abandono, violência, negligência e abusos. A criança se vê desprotegida e, não raro, exposta à fome, abusos de toda natureza e, em muitos casos, em risco de vida. É dever da família, da sociedade e do Estado garantir os direitos fundamentais dessas crianças e jovens, fazendo-se necessária a promoção de programas, intervenções e ações para tal.

Também temos casos especiais de crianças que, sendo vítimas de maus-tratos — ou não — deixam seus lares e passam a viver nas ruas, situação que potencializa, em muitos casos, sua exposição à criminalidade e a condições extremamente insalubres de vida.


O primeiro passo para resolver qualquer problema é entendê-lo.

Há uma necessidade urgente de realizarmos avaliações mais abrangentes sobre a presença e a localização de órfãos e crianças vulneráveis em todos os países do mundo, para entendermos completamente o escopo do problema e as necessidades das crianças, a fim de desenvolvermos as melhores soluções possíveis.

Essas avaliações devem incluir informações precisas e atualizadas sobre o número de crianças e adolescentes que precisam de colocação permanente em uma nova família, que vivem em instituições de acolhimento e famílias acolhedoras, que vivem nas ruas ou que estão sob outras formas de cuidado não permanente.

Também precisamos de dados sobre crianças que sofrem abuso, negligência ou exploração e que foram removidas de seus pais, temporária ou permanentemente, para garantir sua segurança.

Nem todas as crianças e adolescentes estão em condições vulneráveis. Muitos deles já vivem em famílias que podem ser fortalecidas para garantir a permanência e a segurança dessas crianças. Devemos apoiar essas famílias e as comunidades que cuidam delas.


E é aqui que começa a nossa responsabilidade

Conhecer essa realidade é apenas o primeiro passo. O verdadeiro desafio está em transformar conhecimento em cuidado, cuidado em ação e ação em caminhos que protejam cada criança e adolescente.

No WWO Brasil, acreditamos que nenhuma criança deve ser definida pela situação que viveu, pela ruptura que enfrentou ou pelas circunstâncias que marcaram sua história. Por trás de cada número, existe uma vida, uma história e um futuro que merece ser cuidado.

Por isso, precisamos fortalecer famílias, apoiar comunidades, aproximar igrejas e organizações e construir uma rede de pessoas dispostas a cuidar. Nem sempre será possível mudar todas as circunstâncias, mas podemos ajudar a mudar o caminho de uma criança.


Toda criança merece crescer em um ambiente seguro, com cuidado, pertencimento, amor e a possibilidade de construir um futuro.


Cuidar é uma responsabilidade de todos.

E essa transformação começa quando decidimos não permanecer indiferentes.

 
 
 

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